Existe um tipo de exaustão que o fim de semana não resolve. A pessoa dorme e acorda cansada, perde o entusiasmo pelo que antes dava prazer, sente irritação fácil e passa a duvidar da própria capacidade. Quando esse estado se arrasta por meses e está ligado ao trabalho, vale olhar com cuidado: pode ser esgotamento.
O que caracteriza o burnout
O esgotamento não é apenas excesso de trabalho — é o resultado de um desgaste prolongado, quando as demandas superam, de forma consistente, os recursos de que a pessoa dispõe. Três dimensões costumam aparecer juntas: exaustão emocional, distanciamento do trabalho (aquele modo automático, quase indiferente) e sensação de eficácia reduzida.
Sinais que merecem atenção
- Cansaço que não melhora com descanso
- Irritabilidade e impaciência incomuns
- Insônia, dores de cabeça e problemas gástricos frequentes
- Sensação de que nada do que se faz é suficiente
- Necessidade de afastamento das pessoas e das tarefas
Burnout é sobre a pessoa ou sobre o contexto?
É sobre a relação entre os dois. Existem condições de trabalho que favorecem o adoecimento: cobrança sem pausa, metas inalcançáveis, falta de reconhecimento, conflitos constantes. Ao mesmo tempo, há histórias pessoais de perfeccionismo e de dificuldade de colocar limites que se encontram com esse cenário. O acompanhamento psicológico ajuda a distinguir o que pode ser mudado, o que precisa ser negociado e o que precisa ser cuidado em você.
O primeiro passo
Procurar ajuda cedo diminui o sofrimento e amplia as possibilidades de ajuste. Se a leitura deste texto fez sentido, talvez seja o momento de conversar.